sinosNosso Pai São Bento afirma em sua regra que o verdadeiro monge vive do trabalho de suas mãos. A oração e o trabalho sempre foram uma linha de equilíbrio humano para a vida monástica. O dia-a-dia de uma comunidade monástica sempre será marcado a partir da obra de Deus, o Ofício Divino.

O Ofício Divino sempre foi a oração de todos os cristãos. A tradição monástica o considerou o ofício do monge por excelência (RB 49,5 50,4). Através deste dever espiritual as filhas e filhos de São Bento alimentam-se nesta fonte a sua “espiritualidade que é cristocêntrica e eclesial”(cadernos Beneditinos p.20).
Todos os rios correm para o mar. Assim é a Liturgia das Horas. Cada ofício celebrado santifica o tempo, condensa os mistérios da vida de Cristo, para mergulhar no mistério eucarístico, sacramento da unidade e sacrifício de louvor, que efetua a obra de nossa redenção.
A estrutura e espiritualidade de cada hora são determinadas pela hora cósmica, que imprime uma marca singular.
A oração noturna sempre teve um lugar privilegiado na espiritualidade cristã e na liturgia. Ela representa a espera vigilante e orante do Senhor que voltará ao meio da noite. É neste espírito que toda a Igreja aguarda a chegada do Esposo que vem.
As monjas, desde o levantar ao anoitecer, louvam o Senhor através da “Opus Dei”, a obra de Deus. Ao toque do primeiro sino nos despertamos para o encontro com Cristo: “Abri meus lábios, ó Senhor, e minha boca anunciará vosso louvor”. O primeiro ofício do dia inicia com o Invita tório seguido das vigílias.
O ofício das Laudes, louvor da manhã, marcada pela atmosfera do louvor divino, “consagra a Deus os primeiros movimentos de nossa alma e de nosso espírito, para nada empreendermos antes de termo-nos alegrado com o pensamento de Deus. ….e para que nossos corpos tampouco se ponham a trabalhar antes de ter cumprido o que está escrito: “Pela manhã ouves a minha voz; pela manhã te apresento a minha causa, e fico esperando…” Sl 5, 4-5 (S. Basílio).


As horas menores terça, sexta e nona ou hora intermediária estão vinculadas ao sacrifício de Cristo. Em meio às atividades as monjas param e se entregam ao louvor divino.
E no fim do dia celebra-se as Vésperas, oração do entardecer para dar graças a Deus “pelos benefícios recebidos ou as boas ações realizadas com acerto” (S. Basílio). Esta hora recorda a ressurreição, é a hora do sacrifício vespertino do Templo, sacrifício culminado na cruz do Senhor. Enfim, encerra-se o dia com as Completas.

Horário:
Matinas – Domingo – 5h.
Semana – 5.10
Laudes – Semana: integrada com a Missa – 7h.
Missa – Domingo – 8h
Hora Média – 12h
Vésperas – 17h.
Completas – 20.15
Coro – Ofício Divino